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Microbioma da pele: o segredo para um skincare mais eficiente

Tempo de leitura : 5 min

Microbioma da pele.


Você já parou para pensar quais são os diferentes tipos de seres vivos presentes na sua pele? O conjunto desses microrganismos que vivem naturalmente na superfície cutânea é chamado microbioma da pele.

 

Esse ecossistema é constituído por fungos, bactérias e vírus e, ao contrário do que podemos imaginar, não estão relacionados à sujeira ou ao risco de infecções, mas à proteção e ao equilíbrio da pele.

 

Por isso, fatores que alteram o ambiente cutâneo também podem interferir no equilíbrio dessa comunidade ao longo do tempo. Essa relação também influencia a dinâmica da barreira cutânea diante de diferentes fatores externos, como o clima e até mesmo os produtos usados na rotina. 

 

A seguir, entenda o que forma esse ecossistema, como ele funciona e quais cuidados ajudam a preservar seu equilíbrio.

 

O que é microbioma da pele?

 

De forma mais detalhada, o microbioma da pele é constituído pelos microrganismos que vivem naturalmente na superfície cutânea e sua maneira de se relacionar com o ambiente. 

 

Ou seja, fatores como pH, umidade e temperatura podem influenciar na composição do microbioma e como ele se comporta fisiologicamente.

 

Cada comunidade de microrganismos interage com o epitélio (conjunto de células que reveste e protege o corpo) e participa da modulação da resposta imune e da proteção da superfície cutânea¹ de acordo com o contexto vivido por cada pessoa.

 

A interação com o ambiente, além de diferenciar os conceitos de microbioma e microbiota, garante a individualidade de cada ecossistema. Essa individualidade é o conceito chave para a Ecobiologia, que busca cuidar de forma exclusiva e eficiente de cada particularidade.

 

Microbioma.


Quais microrganismos fazem parte do microbioma da pele?

 

O microbioma da pele reúne diferentes grupos de microrganismos, entre eles destacam-se bactérias, fungos e vírus, que coexistem formando uma comunidade própria da superfície cutânea.

 

Uma parte desses microrganismos é considerada residente, ou seja, mais adaptada às condições da pele e presente de forma mais constante. Outra parte é transitória e permanece por pouco tempo após contato com objetos, outras pessoas ou o ambiente².

 

Essa divisão não separa microrganismos bons de ruins. O que existe é uma relação mais complexa, em que a presença e a proporção de cada grupo variam conforme fatores individuais e ambientais, algo bem parecido do que ocorre com o nosso intestino.

 

A distribuição desses microrganismos também muda de acordo com a região do corpo. Áreas mais oleosas, secas ou úmidas favorecem comunidades diferentes, o que explica as particularidades do rosto em comparação com outras regiões³.

 

Veja também: Como você pode se livrar das espinhas?

 

Pessoa coçando o braço.


O que pode desequilibrar o microbioma da pele?

 

O desequilíbrio do microbioma da pele é chamado de disbiose. Ele representa uma alteração na proporção ou na diversidade da comunidade microbiana habitual.

 

Diferentes fatores podem interferir nesse equilíbrio, especialmente aqueles que alteram as condições da superfície cutânea.

 

Uma rotina que combina produtos de limpeza muito agressivos com hidratação insuficiente, por exemplo, pode comprometer a barreira cutânea e modificar o ambiente em que essa comunidade vive.

 

O uso repetido de produtos antissépticos sem necessidade também pode interferir nesse ambiente. Além disso, clima, poluição e mudanças nas características individuais influenciam o equilíbrio da comunidade microbiana⁴.

 

Vale ressaltar que nem toda alteração microbiana resulta em uma condição dermatológica específica. Por isso, sinais persistentes de desconforto, sensibilidade ou ressecamento precisam de avaliação profissional adequada.

 


Como cuidar do microbioma da pele?

 

Cuidar do microbioma envolve manter uma rotina compatível com as necessidades da pele. Limpeza e hidratação ajudam a preservar condições favoráveis ao equilíbrio desse ecossistema.
 

  • Limpeza da pele: deve remover impurezas sem retirar componentes importantes para o equilíbrio da barreira cutânea. Produtos muito agressivos e usados com frequência excessiva podem alterar esse ambiente e deixar a pele mais sensível ao longo do tempo;

  • Hidratação: contribui para manter condições adequadas de conforto e equilíbrio na superfície cutânea. Uma limpeza compatível com o tipo de pele, associada à hidratação constante, ajuda a preservar esse ambiente.

 

A Ecobiologia parte justamente da compreensão da pele como um ecossistema vivo. Essa abordagem reconhece sua capacidade de autorregulação quando seus mecanismos naturais são respeitados.

Essa visão também orienta os cuidados da BIODERMA, que considera a pele em sua relação com o ambiente. Em vez de tentar combater sua natureza, o objetivo é respeitar sua inteligência e seus mecanismos naturais.


E aqui vai a dica:
os produtos desenvolvidos pela BIODERMA consideram a individualidade dos microbiomas. Assim, é possível criar uma rotina de cuidados que irá respeitar a inteligência da pele e seus mecanismos naturais, em vez de combater a sua natureza. 

As linhas Sensibio, Sébium e Atoderm têm indicações para cada necessidade: 

  • Sensibio é indicada para pele sensível;

  • Sébium para pele mista, oleosa e com tendência à acne;

  • e Atoderm para pele seca e muito seca. 

Não sabe qual escolher? Conheça sua pele e preserve sua individualidade!


 

Microbioma da pele e equilíbrio no dia a dia


O microbioma da pele é um ecossistema diverso e dinâmico, e cuidar dele não significa tentar eliminar todos os microrganismos presentes na superfície do corpo.

 

Uma rotina de limpeza e hidratação alinhada às necessidades da pele ajuda a preservar a barreira cutânea. Como consequência, também contribui para manter um ambiente mais equilibrado para as comunidades microbianas.

 

Por aqui, baseamos nossa atuação na Ecobiologia, com mais de 1.000 estudos clínicos e colaboração com 150.000 dermatologistas e profissionais de saúde ao redor do mundo.

 

Esse compromisso reforça o desenvolvimento de soluções que respeitam as características de diferentes tipos de pele. Afinal, compreender seus mecanismos naturais também ajuda a construir uma rotina de cuidados mais adequada.

 

Entenda as necessidades da sua pele e escolha uma rotina de cuidados específica para cuidar dela!

 

Perguntas frequentes sobre microbioma da pele

 

Ainda restam dúvidas? Separamos as perguntas mais comuns sobre o tema microbioma da pele para ajudar você a entender melhor esse assunto.

 

Não existe um teste caseiro para avaliar isso com precisão. Sinais como sensibilidade aumentada, ressecamento persistente ou irritação frequente podem indicar alteração no equilíbrio cutâneo.

 

O microbioma participa da dinâmica da acne, mas não é o único fator envolvido. A relação entre microrganismos, barreira cutânea e outros elementos é multifatorial, o que reforça que atribuir a acne apenas ao microbioma seria uma simplificação.

 

Optar por produtos de limpeza suaves, que respeitem a barreira cutânea, e manter hidratação compatível com o tipo de pele são práticas que ajudam a preservar esse equilíbrio. 

 


Referências

¹ BYRD, A. L.; BELKAID, Y.; SEGRE, J. A. The human skin microbiome. Nature Reviews Microbiology. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29332945/

 

² Pistone D, Meroni G, Panelli S, D'Auria E, Acunzo M, Pasala AR, Zuccotti GV, Bandi C, Drago L. A Journey on the Skin Microbiome: Pitfalls and Opportunities. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8469928/

 

³ Grice EA, Kong HH, Conlan S, Deming CB, Davis J, Young AC; NISC Comparative Sequencing Program; Bouffard GG, Blakesley RW, Murray PR, Green ED, Turner ML, Segre JA. Topographical and temporal diversity of the human skin microbiome. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2805064/

 

⁴ LEE, H.-J.; KIM, M. Skin Barrier Function and the Microbiome. International Journal of Molecular Sciences. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36361857/