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Estresse oxidativo na pele: o que acontece quando os radicais livres se acumulam

Tempo de leitura : 4 min

 

Por que a pele de algumas pessoas envelhece mais rápido que a de outras? O estresse oxidativo na pele ajuda a explicar essa diferença. Ele ocorre quando a produção de espécies reativas de oxigênio supera a capacidade dos sistemas antioxidantes de manter o equilíbrio celular.

 

Essas moléculas fazem parte do funcionamento normal das células. Porém, fatores como radiação solar e poluição podem intensificar sua formação e aumentar a carga oxidativa.

 

É nesse ponto que surge o desequilíbrio: as defesas naturais já não conseguem acompanhar a demanda. A seguir, você entende como esse processo acontece, o que pode intensificá-lo e quais mecanismos ajudam a preservar o equilíbrio cutâneo.

 

Pessoa de jaleco.

Estresse oxidativo na pele: como acontece esse desequilíbrio?

 

Radicais livres e outras espécies reativas de oxigênio podem interagir com diferentes componentes das células. Por isso, o organismo mantém uma rede de defesa formada por mecanismos antioxidantes enzimáticos e não enzimáticos.

 

Quando essa rede consegue acompanhar a produção das moléculas, o equilíbrio é preservado. Porém, diante de uma carga oxidativa maior, diferentes componentes celulares ficam mais expostos a essas reações.

 

Uma forma simples de visualizar esse processo é imaginar uma balança. De um lado, está a produção contínua de espécies oxidantes pelo metabolismo celular. Do outro, estão os mecanismos antioxidantes que ajudam a manter esse equilíbrio¹.

 

Como o estresse oxidativo afeta a pele?

 

O estresse oxidativo afeta a pele porque o excesso de espécies reativas pode interagir com lipídios, proteínas e o DNA das células cutâneas. Essa interação está relacionada a alterações estruturais que se tornam mais evidentes com o passar do tempo.

 

A exposição à radiação ultravioleta também participa de processos oxidativos relacionados ao fotoenvelhecimento. Afinal, a exposição ultravioleta pode favorecer alterações na matriz extracelular, incluindo colágeno e fibras elásticas².

 

O impacto envolve estruturas importantes para a organização da pele, como lipídios de membrana e proteínas. Além disso, o material genético pode sofrer alterações quando esse desequilíbrio permanece por períodos prolongados.

 

Tais processos ajudam a explicar alguns sinais visíveis associados ao envelhecimento cutâneo. Entre eles, estão a perda de viço, linhas finas mais evidentes e alterações na uniformidade da pele.

 

A intensidade dos sinais varia conforme a interação entre fatores internos e ambientais.

 

Como a pele pode se defender das agressões oxidativas?

 

A pele conta com uma rede antioxidante própria, formada por mecanismos enzimáticos e substâncias não enzimáticas. Esse sistema atua continuamente para neutralizar parte das espécies reativas produzidas ao longo do dia, e é parte importante da manutenção do equilíbrio cutâneo³.

 

Entre os mecanismos enzimáticos estão a superóxido dismutase e a catalase. A glutationa também participa da defesa antioxidante, assim como substâncias não enzimáticas, como a vitamina C e a vitamina E, que integram essa rede de proteção.

 

Vale ressaltar, porém, que essas defesas não tornam a pele imune às agressões externas. Exposições intensas ou contínuas podem aumentar a demanda  e comprometer o equilíbrio cutâneo.
 

Você pode se interessar: Envelhecimento da pele: hidratação e fatores-chave

 

Como incorporar a defesa antioxidante aos cuidados com a pele?

 

A defesa antioxidante faz parte de uma estratégia mais ampla de proteção da pele. Diante da relevância da radiação UV, a fotoproteção ocupa um papel importante nessa rotina, com reaplicação do protetor solar a cada duas horas ou de acordo com a indicação do fabricante.

Alguns ingredientes e tecnologias antioxidantes também podem complementar esses cuidados. Isso não significa neutralizar completamente os efeitos das agressões externas ou garantir resultados iguais para todas as peles. 

Entre os exemplos de tecnologias voltadas à proteção antioxidante, estão:

  • Pigmentbio C-Concentrate: sérum clareador rejuvenescedor que traz vitamina C na formulação, ingrediente associado à defesa antioxidante diante das agressões ambientais;

  • Sensibio Defensive Sérum: cuidado calmante rejuvenescedor que combina tocoferol e carnosina, voltados à proteção da pele sensível frente às agressões externas;

  • Hydrabio Hyalu+ Sérum: cuidado hidratante, fortalecedor e rejuvenescedor que reúne niacinamida, ligada ao fortalecimento da função de barreira, e carnosina, que integra a proposta antioxidante da fórmula;

  • Sébium Sérum: cuidado antioleosidade rejuvenescedor conta com a tecnologia Fluidactiv™, que combina Galato de Propila e Manitol, evitando a oxidação do sebo e prevenindo imperfeições como cravos e espinhas.

As diferentes necessidades de pele pedem abordagens diferentes, e a escolha dos cuidados deve considerar características individuais e a tolerância cutânea de cada pessoa.

 

Estresse oxidativo na pele: compreender o mecanismo ajuda a proteger o equilíbrio cutâneo

 

O estresse oxidativo na pele pode aumentar com radiação UV, poluição e outras agressões diárias. Ao mesmo tempo, mecanismos naturais de defesa participam da manutenção desse equilíbrio. O envelhecimento cutâneo não depende de um único fator, e a relação entre ambiente e biologia é complexa.

 

Por isso, a visão de Ecobiologia considera a pele um ecossistema em constante interação com o ambiente. Essa abordagem orienta os cuidados da BIODERMA e valoriza os mecanismos naturais da pele.

 

Respeitar esses mecanismos ajuda a construir uma rotina coerente com a biologia cutânea. Portanto, entenda a sua pele e escolha produtos específicos para as necessidades dela!

 

Perguntas frequentes sobre estresse oxidativo na pele

 

Ainda restam dúvidas sobre o estresse oxidativo na pele? As respostas abaixo reúnem os principais pontos para facilitar a compreensão do assunto.

 


O estresse oxidativo não causa sintomas isolados, mas está relacionado a sinais que aparecem na pele com o tempo, como perda de viço, linhas finas mais evidentes e alterações na uniformidade cutânea.

 


Quando o estresse emocional se soma a agressões ambientais, a pele pode apresentar ressecamento, sensibilidade aumentada e aspecto mais opaco, sinais de que o organismo está com dificuldade de manter seu equilíbrio.

 


A oxidação da pele se refere ao processo em que espécies reativas de oxigênio interagem com lipídios, proteínas e DNA. Quando ultrapassa a capacidade de defesa da pele, esse processo contribui para o envelhecimento cutâneo.

 


Referências

¹ Rinnerthaler M, Bischof J, Streubel MK, Trost A, Richter K. Oxidative stress in aging human skin. Biomolecules. 2015. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4496685/

² Chen X, Yang C, Jiang G. Research progress on skin photoaging and oxidative stress. Postepy Dermatol Alergol. 2021. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8802961/

³ Baek J, Lee MG. Oxidative stress and antioxidant strategies in dermatology. Redox Rep. 2016. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8900706/